26 abril 2007
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Pai
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Mais um ano passado sobre a tua ausência. A tristeza foi com o tempo, que tudo cura, mas as saudades ficaram, tal como os lamentos. O que mais lamento, além de teres levado a vida revoltado, de nos teres, tantas vezes, magoado sem necessidade, é o facto de não teres vivido para ver o teu neto. Muitas vezes, olho para o meu filho à procura de traços físicos semelhantes aos teus e, inevitavelmente, penso como serias um homem feliz abraçado ao teu neto, já que Deus te privou de um filho homem.
Onde estiveres, espero que te orgulhes de mim... ao menos desta vez!
Hoje, relembro o dia, na fatídica manhã de 26 de Abril de 1993, em que te perdemos e o meu rosto inunda-se de lágrimas... afinal, ainda resta uma tristeza! Deixo-te aqui uma flor, que devia ter colocado, hoje, em cima da tua lápide.

Gabriela
Rabiscado por Gabriela as 5:35 PM
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